terça-feira, 26 de abril de 2016

O papel das TIC nas bibliotecas escolares

É indiscutível o impacto que a tecnologia tem na sociedade. No final da 2ª Guerra Mundial teve inicio um processo de desenvolvimento tecnológico que até aos nossos dias não tem vindo a parar. A informação tem vindo a surgir em diferentes formatos e o seu acesso nunca foi tão facilitado.
Com um acesso cada vez maior à informação, o papel da Biblioteca escolar (BE) no auxílio na busca de informação urge.
"Se esta não acompanhar a evolução das TIC tão evidente na vida dos alunos e necessária para sobrevivência na Sociedade da Informação, tem tendência a não corresponder às expectativas destes mesmos alunos." (1) 

A biblioteca escolar tem de evoluir diversificando as fontes de informação e assegurando novos serviços . A possibilidade de acesso ao material da biblioteca sem a necessidade de recorrer fisicamente ao espaço da mesma é muito positiva para os alunos.No vídeo :


Library of the Future in Plain English




é abordada a questão dos recursos humanos poderem inclusive trabalhar a partir de casa, utilizando as novas tecnologias para estarem ao serviço das bibliotecas.

Nas escolas, deve haver uma ligação, o mais estreita possível com a escola e com a sala de aula, desenvolvendo um trabalho permanente com alunos e com professores.
As TIC na biblioteca deverão ter uma função transversal, relacionando-se com prestação de serviços de informação à comunidade escolar, às atividades de ensino, a iniciativas extra-curriculares, quer mesmo relacionadas com a gestão.
O aluno deve ganhar autonomia e ser incentivado a interrogar, pesquisar e dinamizar o seu próprio processo de ensino aprendizagem.  O aluno recorre à biblioteca para dar resposta às suas investigações e esta deve estar preparada para recebê-lo, assumindo uma postura dinâmica assente numa realidade digital.
A escola deve utilizar as TIC e as suas ferramentas como forma de ir ao encontro das expectativas dos seus alunos. O aluno não está limitado à informação que recebe nas salas de aula, e o acesso aos conteúdos já não está restrito ao espaço físico de bibliotecas.



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(1) - in Figueiredo, Marina Barros e  Cunha, Thiago M. O impacto da Web 2.0 nas Bibliotecas Escolares das escolas secundárias do concelho de Lisboa.

"Saber para Vencer na Vida"



A Biblioteca tem um conjunto de recursos que dão Conhecimento. Não chega ler, escrever e contar. É preciso validar o mundo da informação. O Conhecimento adquirido é um forte potencializador de Sabedoria.
É preciso saber Viver e procurar o que está dentro de uma biblioteca.
As bibliotecas ajudam-nos a tornar-nos competentes. São uma "coisa" naturalmente muito necessárias; São imperativos necessários na escola. São a plataforma do Conhecimento. É preciso um Mundo virtual havendo necessidade de formar técnicos / recursos humanos / professores para o novo desafio com as tecnologias. 
O mundo das novas tecnologias é uma resposta às necessidades não só do presente mas também do futuro. Respostas para vencer.
Saber para vencer na vida. 

quarta-feira, 30 de março de 2016

Ninguém sabe tudo mas, juntos sabemos alguma coisa

Começaria este texto citando Guilhermina Lobato Miranda (2007) "Considera-se que a introdução de novos meios tecnológicos no ensino irá produzir efeitos positivos na aprendizagem, porque se pensa que os novos meios irão modificar o modo como os professores estão habituados a ensinar e os alunos a aprender" . 
Tendo surgido nos anos 40 do século XX, o termo de Tecnologias de Informação e Comunicação é extremamente abrangente, não se limitando à parte técnica, mas associando a avaliação dos processos e dos recursos de aprendizagem que conduzem a uma melhor aprendizagem. 
 A inovação nas escolas passa pelo uso de equipamentos digitais e pela integração das Tecnologias de Informação e Comunicação na gestão curricular.
Para além de cada vez mais os docentes utilizarem as TIC de forma a proporcionar um ensino mais em conformidade com os estímulos predominantes na sociedade do século XXI, é necessário que as mesmas façam parte da gestão curricular. 
Sabemos de antemão que as TIC são parte da matriz curricular de 7º e 8º ano. São também aplicadas no 1º CEB . Destaca-se neste contexto a Iniciação à Programação no 1º ciclo. 

http://erte.dge.mec.pt/iniciacao-programacao-no-1o-ciclo-do-ensino-basico
http://www.dge.mec.pt/iniciacao-programacao-1o-ciclo

iniciação-à-programação

No vídeo de Tecnologia e Metodologia, José Pacheco afirma categoricamente que a má utilização das TIC poderá transformar o ensino em algo obsoleto. Se a escola não se alterar de nada serve as novas tecnologias. O professor tem de ser formado para criar no aluno a investigação (vontade) e estimular a crítica. Não é suficiente introduzir os computadores e a internet nas escolas para se começar a obter resultados positivos na aprendizagem dos alunos. 
É preciso torná-la efectiva de modo a que estas novas ferramentas possam apoiar a aquisição de conhecimento disciplinar significativo
Muitas vezes quando afirmamos que os docentes estão a inovar-se e que já utilizam as TIC na sua sala de aula é apenas porque os computadores entram e são usados numa aula à parte, o aluno faz cópias dos trabalhos, ou há computadores nas escolas e fazem investigação noutras áreas que não para trabalhos nas escolas.
Embora se reconheça que a utilização das TIC em contexto escolar traz um grande número de vantagens para todos, terá de haver da parte de todos algumas alterações ao modo que são vivenciados e aplicados em contexto escolar . O professor deve promover a pesquisa e a colaboração de todas as disciplinas. Deve incentivar os alunos à interacção e ao debate de ideias, desenvolvendo hábitos e métodos de trabalho e de critica reflexiva esperando-se que o aluno seja capaz de:
  • se tornar um cidadão participativo e colaborativo;
  • seja co-responsável no seu próprio processo de aprendizagem;
  • seja auto-reflexivo;
  • seja construtor de conhecimento
  • seja um elo na cadeia do desenvolvimento da sociedade a que pertence.
É necessário haver também alterações na perspectiva do docente. As TIc não devem colocar em causa o seu papel enquanto professor, mas devem atribuir-lhe novas funções as quais terão uma relevância especial. Devemos também formar professores de modo a que ganhem confiança nas suas capacidades nesta área. Muitas vezes os docentes sentem-se superados pelos alunos, pois estes demonstram conhecer novas aplicações, novos instrumentos relacionados com as tecnologiuas que colocam os professores numa posição pouco confortável . 
o docente deve utilizar esse conhecimento do aluno para ele próprio conhecer - a tal Inteligência colectiva abordada em Candeias (2008). 
As técnicas pedagógicas têm obrigatoriamente de se modificar . Não basta utilizar a tecnologia como recurso, deve-se alterar a metodologia.






CANDEIAS, M.I& SILVA, J.A. (2008). A nossa sala de aula já é maior que o planeta Terra! in Educação, Formação e Tecnologias; vol1, pp.142-152. Disponível em http://eft.educom.pt

MIRANDA, Guilhermina Lobato (2007). Limites e possibilidades das TIC na educação. Sísifo, Revista de Ciências da Educação, 03,pp.41-50. Consultado em março, 31 em http://sisifo.fpce.ul.pt

quinta-feira, 10 de março de 2016

Leituras

Das leituras que entretanto fiz sobre portefólios digitais(1):

O conceito de portefólio está ligado a atividades profissionais que na sua matriz lidam com a imagem ou com o grafismo e que utilizam-no para apresentações.
Reconhecido por vários profissionais como uma estratégia de promoção de aprendizagens, como instrumento de avaliação e como ferramenta de desenvolvimento profissional dos professores, tem vindo, ao longo dos tempos, a ser introduzido em sala de aula. Nomeadamente a evolução tecnológica e as novas competências exigidas pela sociedade da informação e comunicação, têm conduzido ao aparecimento de novas experiências e práticas pedagógicas.
Segundo Helen Barret [2005:s/pág.], os portefólios são um meio para alcançar um fim, uma forma de reflexão que permite aos estudantes não só dar-lhes um leque mais abrangente das suas aprendizagens, mas que permite também ao aluno perceber e compreender essas aprendizagens ao longo do tempo. 
Assim, este portefólio digital deverá estar recheado de documentos escolhidos. analisados e trabalhados pelo aluno, de forma a demonstrar e a evidenciar o seu processo de crescimento e reflexão ao longo do período. Documentos de índole diversa, com diferentes linguagens e suportes mas que sejam demonstrativos não só das aprendizagens conseguidas mas também da evolução do aluno nessa aprendizagem.



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(1) -https://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/8083/1/Portef%C3%B3lios-digitais-Bolonha.pdf